Aos 21 anos, Mac Miller está em uma posição de prestígio. Misturando novas linhas com o clássico hip-hop, ele entrou para o alto escalão da música. Este ano, seu segundo álbum independente Watching Movies with the Sound Off foi parar no terceiro lugar da Billboard, transbordando habilidade musical e desejo de sucesso.

Um artista de muitas aptidões, Miller lançou um EP exclusivo no iTunes, chamado You, por trás de seu codinome Larry Lovestein. É uma coleção de faixas de jazz com vocal suave e afetivo do jovem astro. Como produtor, Miller atua com o pseudônimo de Larry Lovestein, responsável pelas batidas de Run On Sentences e coprodutor do projeto Stolen Youth ao lado de Vince Staples.

No último Halloween, ele lançou uma nova mixtape e apresentou seu alter ego, Delusional Thomas, que também dá nome a coletânea. Dessa vez, produzida por trás de outro apelido: Larry Fisherman.

Não importa como ele chama a si mesmo. A produção criativa de Mac Miller o coloca anos luz à frente da concorrência.

Pepsi: Pensando no título do seu álbum, Watching Movies with the Sound Off, qual foi o último filme que você assistiu com o som no mudo?

Mac Miller: O último provavelmente foi Turtle’s: The Incredible Journey. Filme que gostaria de  assistir melhor e do qual eu gostaria de ouvir o álbum. 

P: Seu alter ego produtor Larry Fisherman esteve ocupado ano passado. Você sente que ele pode competir com Mike WiLL e Just Blazes?

MM: Isso seria incrível. Esse é o objetivo: ser um produtor real. Estou levando meu tempo, trabalhando. Mas, por que não?

P: Você provou que é um artista independente que ameaça muita gente ao vender mais de 100.000 cópias na semana de lançamento de seu álbum. Quanto tempo você acha que consegue manter esse nível de sucesso sem o apoio de uma grande gravadora?

MM: O maior tempo possível, manja? Não sei exatamente, quem pode saber? Mas estou me sentindo bem com minha atual situação, não há nenhuma razão para mudar.

P: Depois do verso de Kendrick Lamar em Control, você disse que sairia com “um monte de adjetivos agressivos”. O que é que você pretende falar?

MM: Eu estava zoando (risos). Ainda não tenho qualquer adjetivo para soltar. Queria dizer alguma coisa para ser estúpido porque todo mundo está levando isso muito a sério. Pessoalmente, nem liguei.

 P: Você sente que isso elevou o nível de concorrência no hip-hop?

MM: Sim. Quer dizer, acho que isso mudou a forma como as pessoas olham para ele. Se ele não fez este verso antes de Control, por que agora? Acho brega. Kendrick lançou um verso e agora todo mundo vai sair batendo uns nos outros? Como faziam antes disso?

P: Mudando de assunto, no passado você trabalhou com Maroon 5 e Ariana Grande. O processo criativo para escrever letras do mundo pop é muito diferente do rap?

MM: Na música pop, você escreve um verso com o único objetivo de que ele seja atraente para que todos cantem junto. Mas não vou gravar com Maroon 5 cuspindo versos. É um processo diferente, como compor.

P: Se você tivesse oportunidade de trabalhar com 'N Sync, Britney Spears ou Backstreet Boys, quem você escolheria e por quê?

MM: Britney Spears seria uma loucura. Insano pensar no que poderia fazer. Mas, não vou subir no palco e me apresentar como o 'N Sync, que fez uma das melhores apresentações da história no último MTV VMA. Seria Britney mesmo, porque acho que sairia uma música bacana.

P: 2013 foi um grande ano para a música. Além de seu próprio álbum, cite três de seus favoritos lançados recentemente.

MM: Doris, de Earl Sweatshirt. O álbum de Schoolboy Q será o melhor. E Purple Naked Ladies, de The Internet. Sim, penso em trabalhar com essas pessoas. Ah sim, Yeezus! Com certeza, Yeezus!

P: Você já teve a oportunidade de fazer shows em quase todo o mundo. Há algum lugar em especial que você não aproveitou o suficiente e para o qual gostaria de voltar?

MM: Os melhores shows são em Pittsburgh, óbvio. Mas, St. Louis é páreo duro. Lá é sempre muito bom, são multidões impressionantes.

P: Lembrando sua mixtape anterior, Best Day Ever, você consegue nos dizer qual foi o melhor dia de sua vida?

MM: Quando meu álbum foi primeiro lugar nas paradas foi fantástico. Acho que o melhor dia da minha vida foi quando lancei meu álbum.

P: Por quê?

MM: É muito bom lançar uma coisa que você demorou tanto tempo para fazer.

P: Mais alguma coisa que você queira dizer aos seus fãs?

MM: 2014 será um ano incrível.