O ano do cinema foi rico. Da poeira de Nebraska, passando pelos telhados romanos de A Grande Beleza e chegando ao futuro elegante de Ela, 2013 foi uma ótima viagem.

O pessimismo quase tomou conta dos estúdios quando as finanças estavam abaladas em Hollywood, e até Steven Spielberg lamentou a tendência comercial das produções. Mas obras ambiciosas começaram a chamar atenção e, no fim da projeção, 2013 tornou-se excelente para o cinema.

Maiores sucessos de crítica do ano.

1- 12 Years a Slave (sem título em português)

De Steve McQueen, a adaptação de 1853 das memórias de Solomon Northup é simplesmente poderosa. 12 Years a Slave tem uma mensagem clara: uma correção atrasada ao relutante tratamento que o cinema deu à escravidão. Interpretando Northup, os olhos cheios de sentimento do ator Chiwetel Ejiofor nos levam através de uma odisseia pelo passado dos EUA.

2- Amor Bandido (Mud – título original)

Das plantações de Louisiana do século XIX, viajamos rio acima para o estado de Arkansas nos dias de hoje. Este longa, dirigido por Jeff Nichols, fala sobre amizade e aventura. Uma fábula americana completa que aquece o coração.

3- Frances Há (título original)

Esta é uma linda homenagem à personagem título, interpretada por Greta Gerwig. Frances é uma jovem temperamental de 27 anos tentando encontrar seu lugar em Nova York. O Ha, do título, você descobre o que é em um momento especial, no fim do filme.

4- Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum (Inside Llewyn Davis – título original)

Llewyn é um homem esforçado de Manhattan que não tem um apartamento nem um emprego estável, mas se chateia muito mais com outras coisas. A história melancólica dos irmãos Coen (Ethan Coen e Joel Coen dirigem o longa) traz um amargo e infeliz cantor folk que briga contra a crueldade do destino. Da desarmonia, nasce a melodia.

5- A Caça (The Hunt – título original)

No filme mais assombroso do ano, os fracos vínculos de uma aparentemente unida comunidade dinamarquesa se rompem quando uma professora do ensino infantil é injustamente acusada de ter abusado sexualmente de uma criança.

6- A Grande Beleza (The Great Beauty – título original)

O diretor da obra, Paolo Sorrentino, é um estilista requintado. A Grande Beleza, que explora a Roma em decadência, é maníaco e exagerado. No entanto, é cheio de vida - tem até uma girafa no filme.

7- Gravidade (Gravity – título original)

Tão simples, que o espetáculo 3D do diretor Alfonso Cuarón nem faz diferença. O filme não será lembrado por sua delicada história, mas pela forma como colocou o entretenimento na discussão. Gravidade revigorou a experiência do cinema.

8- Azul é a Cor Mais Quente (La vie d'Adèle – título original)

De Abdellatif Kechiche, Azul é a Cor Mais Quente é memorável por sua proximidade extrema ao retratar o despertar de uma adolescente para si mesma e para o mundo. A atuação de Adele Exarchopoulus é incrivelmente aberta.

9- É o Fim (This Is The End – título original)

As piadas apenas vêm e vão. Este ano ninguém teve um timing melhor para fazer um filme do que os diretores Seth Rogen e Evan Goldberg. Tudo escrito como uma paródia de uma comédia apocalíptica.

10- The Spectacular Now e Short Term 12 (ambos sem título em português)

Os filmes raramente representam a vida na adolescência de um jeito honesto. Mas as duas obras citadas retratam magicamente os ambientes familiares. A comédia colegial The Spectacular Now mostra duas realidades. Enquanto Short Term 12 retrata as instalações de um orfanato sem recorrer a clichês.

Veja também: Ela, Nebraska, Rush: No Limite da Emoção, A Band Called Death, Elysium, Fruitvale Station: A Última Parada, Capitão Phillips, Upstream Color, À Procura do Amor, Blue Jasmine.